Hoje eu perdi no mestrado. Saiu a lista dos classificados e meu nome não estava lá. Perdi no trainee de uma mega empresa: 45 mil, e eu fiquei entre as nove finalistas. Perdi no concurso da Petrobras. No da Transpetro, BR e TermoMacaé também. Perdi a viagem para os EUA. Perdi em ITI na faculdade. Perdi, perdi e perdi. Eu só ando perdendo.
Não dá para ganhar todas, mas perder todas também é foda. E cada tentativa é um tiro no âmago. É mais um soco no ego, mais uma rejeição.
O mestrado foi a gota d'agua.
To arrasada, sem perspectiva - porque eu corri atrás, movi montanhas e não rolou nada - e pior: não sei o que fazer daqui para a frente...me tempo está passando, e agora?
31/01/2013
28/01/2013
Quem sou
Ele me pressionou. Mais do que ninguém, ele deveria saber que pressão até me faz andar mas o meu pagamento por isso é caro. Esse combustível queima rápido demais dentro do peito. Depois que acaba, vem o frio e congela o que sobrou. Gelada, insensível, muda ou uma estátua.
Eu não tenho apoio, tenho silêncio. Um silêncio que consigo ouvir gritar quando me fecho para ouvir meus pensamentos. Eu não sei o que sou, quem sou, sei simplesmente que não pertenço a esse lugar. Não pertenço a quem me criou, nem a minha profissão e nem a esse corpo que é meu. Não me encaixo. Também não sei onde me encaixaria, mas aqui não.
Já quis fugir de mim.
Já procurei me encontrar: em corpos, lugares, igrejas, crenças e profissões.
Não consigo me achar.
Não sei de mais nada. E tudo o que acho que gosto foi me imposto a gostar. Eu preciso ir embora.
Eu preciso estudar, porque eu nunca mais quero para a casa voltar.
~ Todas a formas de se controlar alguém, só trazem um amor vazio... ~
Eu não tenho apoio, tenho silêncio. Um silêncio que consigo ouvir gritar quando me fecho para ouvir meus pensamentos. Eu não sei o que sou, quem sou, sei simplesmente que não pertenço a esse lugar. Não pertenço a quem me criou, nem a minha profissão e nem a esse corpo que é meu. Não me encaixo. Também não sei onde me encaixaria, mas aqui não.
Já quis fugir de mim.
Já procurei me encontrar: em corpos, lugares, igrejas, crenças e profissões.
Não consigo me achar.
Não sei de mais nada. E tudo o que acho que gosto foi me imposto a gostar. Eu preciso ir embora.
Eu preciso estudar, porque eu nunca mais quero para a casa voltar.
~ Todas a formas de se controlar alguém, só trazem um amor vazio... ~
14/01/2013
Machucados e outras coisas
Que Renato Russo era o cara isso eu já sabia. Mas nunca em tantos aspectos me fez tanto sentido a o verso:
"Tem gente que machuca os outros, tem gente que não sabe amar. Mas eu sei que um dia a gente aprende: se você quiser alguém em quem confiar, confie em SI mesmo!"
"Tem gente que machuca os outros, tem gente que não sabe amar. Mas eu sei que um dia a gente aprende: se você quiser alguém em quem confiar, confie em SI mesmo!"
02/01/2013
Começando...
Vai sim. Vai com certeza. Leva também. Explodam-se. Vai sim. Vai para a puta que te pariu.
23/12/2012
Então é natal
Eu tenho medo do Natal. Pavor. Sempre espero alguma coisa bastante ruim acontecer - porque de fato, todo ano acontece. Se bem que ano passado não me lembro de nada ruim ter acontecido...mas enfim, fatos registrados em anos anteriores são o suficiente para eu temer essa data.
"Estou com medo. Tive pesadelo."
"Estou com medo. Tive pesadelo."
22/12/2012
Felicidade alheia.
Pega a tua felicidade, teu amor, tua porra toda e vai para o quinto dos infernos com eles.
20/12/2012
A dor de ser quem sou
Meu problema é culpar os outros pelas minhas insatisfações: a criação que meus pais me deram, algum (pseudo)problema aleatório com meu namorado, alguma coisa que deu errado no meu trabalho, o trânsito da cidade, o abandono que se encontra a cidade, os políticos que convivo, a educação das pessoas...sempre os outros. Os outros me detonam. Os outros são os culpados do meu humor ruim e do meu temperamento variável. É graças aos outros que sou mais uma na estatística dos "tarjas pretas e depressivos". Os outros. Os outros. Sempre eles. Amém.
Ontem escrevi uma lamentação no facebook sem indiretas para ninguém - o que é uma merda, pois acaba pegando a última pessoa que deveria pegar, justamente aquela que você jamais acabaria cutucando - mas enfim, voltando a lamentação, enquanto eu escrevia me vinha a cabeça que estava expondo a minha vida algo delicado: o fim de um ciclo (no caso o fim da faculdade + carteira do conselho relativo), mas também uma vitória que estava encobrida com uma lamentação que perdura sabe-se-lá-por-que-Deus desde agosto.
Já coloquei a culpa em tudo, mas sempre nos outros. E sempre o sofrimento presente me sufocando. Me acordando madrugada a dentro, fazendo chorar no meio da rua e por fim me levando ao médico. Os outros. Ora os pais. Ora o dinheiro. Ora o trabalho. Ora a falta do trabalho que queria. Ora ter sido rejeitada.
Enquanto escrevia a lamentação eu percebi que a solução do problema era simples e eu até sabia sua raíz. Eu era o problema.
Não da forma que eu via: eu nasci e causo problemas para os meus pais. Mas eu crio problemas e culpo os outros. Sei lá qual é o problema e jogo a culpa em quem vejo pela frente. É como ficar achando soluções infinitas para problemas irreais. Essa é a raíz do meu sofrimento. Eu crio situações. Me embolo nelas. Jogo a culpa nos outros e ainda quero que os outros me escutem.
Genia.
Causei sofrimento em mim e em todos que amo. Não me resolvi e machuquei quem amava. Genial. Essa sou eu.
Ontem escrevi uma lamentação no facebook sem indiretas para ninguém - o que é uma merda, pois acaba pegando a última pessoa que deveria pegar, justamente aquela que você jamais acabaria cutucando - mas enfim, voltando a lamentação, enquanto eu escrevia me vinha a cabeça que estava expondo a minha vida algo delicado: o fim de um ciclo (no caso o fim da faculdade + carteira do conselho relativo), mas também uma vitória que estava encobrida com uma lamentação que perdura sabe-se-lá-por-que-Deus desde agosto.
Já coloquei a culpa em tudo, mas sempre nos outros. E sempre o sofrimento presente me sufocando. Me acordando madrugada a dentro, fazendo chorar no meio da rua e por fim me levando ao médico. Os outros. Ora os pais. Ora o dinheiro. Ora o trabalho. Ora a falta do trabalho que queria. Ora ter sido rejeitada.
Enquanto escrevia a lamentação eu percebi que a solução do problema era simples e eu até sabia sua raíz. Eu era o problema.
Não da forma que eu via: eu nasci e causo problemas para os meus pais. Mas eu crio problemas e culpo os outros. Sei lá qual é o problema e jogo a culpa em quem vejo pela frente. É como ficar achando soluções infinitas para problemas irreais. Essa é a raíz do meu sofrimento. Eu crio situações. Me embolo nelas. Jogo a culpa nos outros e ainda quero que os outros me escutem.
Genia.
Causei sofrimento em mim e em todos que amo. Não me resolvi e machuquei quem amava. Genial. Essa sou eu.
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