30/08/2012

Mágoa


Essa semana eu recebi uma atualização do facebook de uma amiga, na qual ela dizia: “Não importa o quanto essa pessoa te ame, ela um dia irá te magoar”. Na hora que li senti um arrepio na espinha.
É, essa sentença entrou na minha vida como um axioma.

20/08/2012

Ansiedade

Estou na faculdade de engenharia. Estudando TI. Curiosamente sou administradora especialista em TI. Nesse momento a ansiedade que estou sentido parece que vai me engolir começando pelo coração. E eu aqui paralisada sem ouvir e ver nada. Pode falar que estou com medo?

17/08/2012

Desabafo


Há alguns dias venho pensando no que escrever aqui. Queria contar alguma coisa engraçadinha ou recheada de palavrões, ou até mesmo falar das minhas viagens, mas nem sei quando terei humor e paciência para isso.
Estou angustiada. Sério. De verdade. São vários fatores – de ordem muito pessoal e que envolvem pessoas que amo muito. A angustia vem ocorrendo porque eu não sei o que fazer, além de ter tomado decisões muito sérias que não competem só a mim e depois ter repensado nelas.
Naturalmente sou uma pessoa medrosa e com pouca confiança nas minhas capacidades, apesar de muitas vezes ter colocado a “cara a tapa” e ter partido em busca do que eu queria. Mas agora nem eu sei o que quero, nem o que espero. Isso me deprime. Estou com medo do que vem pela frente, do que vou ter que ouvir e principalmente ter que lidar com o fato de as pessoas que mais amo virarem as costas para mim no momento em que mais preciso. Estou com muito medo e às vezes acho que não vou conseguir suportar a reprovação – sabe quando você parece que vai derreter? É mais ou menos isso que estou sentindo.
Me sinto sozinha, não sei como conversar sobre o que sinto com ninguém, não sei que decisão tomar e principalmente, não sei quem sou.

22/05/2012

Sobre ser criança.

Estava conversando com uma amiga que me dizia que era feliz quando se recordava da sua infância. Se tem uma época que eu não tenho saudades nenhuma é a tal da infância. Não, não, eu tive uma família estruturada, brinquedos, vestidinhos ridículos rodadinhos, lacinhos e um quarto cor-de-rosa, mas era uma criança feia.
Não, também não estou me fazendo de coitada, na verdade o tema desse post é superação. Eu fui feia, ainda não sou muito provida de beleza, mas melhorei muito. Acho que nem mamãe me achava bonitinha. E nada nesse mundo é pior que ser uma criança feia. Assim, eu parecia um rato gordo. Não, rato não, porque é até um bichinho bonitinho, pense naquela ratazana, aí tá chegando perto.


Orelhas de abano, dentes trepados, quilinhos extras e eu era a alegria da criançada, ainda mais quando eu teimava de ir à praia e aparecia com  manchas vermelhas na pele porque bronzeado nunca fui meu forte – mas tento, todos os dias que posso, eu juro que tento. Ah sim, cabelo oleoso porque se existe algo que eu odeio é tratar do cabelo.
Para piorar comecei usar aparelho ortodôntico móvel, o que me fazia babar – só alegria! – só faltaram as botinhas ortopédicas, mas essas foram dispensadas se usasse um tamanquinho de madeira (que também era feio para desgraça.). Eu tinha o ilustre apelido de “Dumbo”, todo dia era um: “Vai voar pra lá Dumbo!”, ou então “Olha o Dumbo chegando, cuidado, ele vai esmagar você!”. Eu superei o Dumbo me auto-ironizando: “Pelo menos eu vôo e você que é tão gordo que fica plantado no chão?”.

Então veio o inicio da adolescência, eu sei meu caro leitor, você também tinha um braço maior que o outro e seu rosto era assimétrico, todos passamos por isso e para variar os apelidinhos mudaram, agora eu ouvia apenas que era “Cabrunco”, nome dado ao coisa-ruim em minha terra natal; Sem essa de que o chefe dos capirotos fora o anjo mais bonito.

Mas, o tempo passa, o tempo voa – e a poupança Bamerindus continua numa boaaa! – e eis que a vida é uma caixinha de surpresa – Joseph Climber ilumina – encontrei o colega que me deu o apelidinho de “Cabrunco”.

- Com licença, Mimimi, é você mesma? – Fila de banco é um cú. Você encontra Deus, o mundo e toda a torcida do Flamengo (mesmo sendo Fluminense).

- Sim, e você é o S.? Certo?

- Nossa, você está...diferente! Como os anos te fizeram bem...Como você mudou! Entenda, você está linda. – para vocês verem que mudei um bocado.

- Ah é? Obrigada pela gentileza! Você também mudou a beça.

- Ah sim, e para melhor?

- Não, você ficou feio e tosco.

Isso porque eu particularmente não guardo rancor.

01/05/2012

Voltando a realidade

Minha mãe me despreza. Seu desprezo latente por mim está até na forma de dizer "Bom dia".
Meu pai está em um nível de estresse tão absurdo que um "bom dia" pode desencadear "o que tem de bom?".
Meu cachorro tá ficando surdo.

Bem vinda de volta ao lar, Mimimi.

26/04/2012

Sobre moda européia (pt I) - a Parca (Parka)

Suuuper sexy para fazer uma cabana com ela.
É o tipo de coisa tão horrenda, mas tão horrenda que só fica menos (sei lá, pode repetir horrenda?) feia nas fotos super montadas em determinados sites.

Mas tenho que admitir o frio bizarro que estava fazendo na França nesse inicio de primavera, a parca é muito útil. Daí como é útil e relativamente barato, o povo usa em massa. É aquela histórinha, aqui as pessoas não dão a mínima como você está vestido, então pijama de flanela is the new black (em breve, duvida?) dependendo de quem o vista, do frio lá fora e etc...

E tenho certeza que aí no Brasil já deve ter uma porção de antenada querendo copiar.


24/04/2012

Quando tudo der errado...

Quando eu era adolescente e a escola técnica parecia me sufocar sempre ouvia outros sufocados dizendo:
- Se tudo der errado, eu viro hippie
- Eu viro político!
- Viro puta!
E eu sempre dizia:
- Se tudo der errado, eu vou para Paris.
Nessa época eu não tinha mais que dez reais no bolso pelo resto do mês, e o vislumbre de ir à Paris era o mesmo de ser herdeira do trono da Inglaterra.

Não precisou dar nada errado. Ou tudo deu errado, depende do meu humor e ponto de vista. Acabo de voltar de Paris - mais uma vez.
 
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