A cara está redonda.
Vontade de partir o espelho.
Maquiagem puxando o concavo da bochecha para ver se afina.
O peso impiedoso na balança.
Meu Deus, estou engordando =(
06/10/2013
Deprimida com o peso
A cara está redonda.
Vontade de partir o espelho.
Maquiagem puxando o concavo da bochecha para ver se afina.
O peso impiedoso na balança.
Meu Deus, estou engordando =(
Vontade de partir o espelho.
Maquiagem puxando o concavo da bochecha para ver se afina.
O peso impiedoso na balança.
Meu Deus, estou engordando =(
19/08/2013
Um fio de esperança.
Está tocando Legião Urbana na rádio. Tempo perdido. Nem parece que já faz mais de uma década que eu ouvia com lágrimas nos olhos, camisa xadrez e tênis all-star. Passaram-se muitos anos.
Namorei o cara mais popular do colégio.
Fui para a escola técnica.
Fiz faculdade.
Entrei em um concurso público.
Fiquei loira.
Consegui meu sonhado mestrado.
Vi a tempestade chegando da cor dos meus olhos castanhos. Mas ela passou. Ficou distante de tudo. Eu tive meu próprio tempo.
Ainda continuo com meu medo do futuro. Brigo com a balança - estou engordando desesperadamente.
Mas nada disso foi tempo perdido.
No final eu sou tão jovem ainda para querer carregar tudo de uma só vez.
Namorei o cara mais popular do colégio.
Fui para a escola técnica.
Fiz faculdade.
Entrei em um concurso público.
Fiquei loira.
Consegui meu sonhado mestrado.
Vi a tempestade chegando da cor dos meus olhos castanhos. Mas ela passou. Ficou distante de tudo. Eu tive meu próprio tempo.
Ainda continuo com meu medo do futuro. Brigo com a balança - estou engordando desesperadamente.
Mas nada disso foi tempo perdido.
No final eu sou tão jovem ainda para querer carregar tudo de uma só vez.
04/08/2013
Enquanto ela não vem
Enquanto ela não vem, minha vida fica em suspenso. Eu vivo cada segundo do dia, o que para mim é um calvário interminável. Ela não desce, ela não vem. Há um mês e um dia nessa angústia. Enquanto ela não vem, fico com medo. Um medo de amolecer as pernas. Um medo que coloca em cheque a minha vida - e se ela não vier mais?
Acabam-se os sonhos. Acabam-se os consertos. Acabam-se tudo aquilo que conquistei.
Não consigo fazer coisas normais sem pensar nela. Não consigo correr na praia, nem gastar dinheiro sem culpa porque se ela não vier, haverá uma segunda vida da qual não estou preparada.
Meu Deus, acaba com esse medo pelo Seu amor!
Acabam-se os sonhos. Acabam-se os consertos. Acabam-se tudo aquilo que conquistei.
Não consigo fazer coisas normais sem pensar nela. Não consigo correr na praia, nem gastar dinheiro sem culpa porque se ela não vier, haverá uma segunda vida da qual não estou preparada.
Meu Deus, acaba com esse medo pelo Seu amor!
31/07/2013
11/03/2013
Não aprendo
Não aprendo. Faço merda. Me machuco, fico a noite sem dormir.
Eu sou uma imbecil e idiota.
Eu sou uma imbecil e idiota.
21/02/2013
Foda.
Rejeição, perda e o evitar. Não consigo me concentrar. Sempre estou esperando o pior. Por que céus?
31/01/2013
Sobre perder
Hoje eu perdi no mestrado. Saiu a lista dos classificados e meu nome não estava lá. Perdi no trainee de uma mega empresa: 45 mil, e eu fiquei entre as nove finalistas. Perdi no concurso da Petrobras. No da Transpetro, BR e TermoMacaé também. Perdi a viagem para os EUA. Perdi em ITI na faculdade. Perdi, perdi e perdi. Eu só ando perdendo.
Não dá para ganhar todas, mas perder todas também é foda. E cada tentativa é um tiro no âmago. É mais um soco no ego, mais uma rejeição.
O mestrado foi a gota d'agua.
To arrasada, sem perspectiva - porque eu corri atrás, movi montanhas e não rolou nada - e pior: não sei o que fazer daqui para a frente...me tempo está passando, e agora?
Não dá para ganhar todas, mas perder todas também é foda. E cada tentativa é um tiro no âmago. É mais um soco no ego, mais uma rejeição.
O mestrado foi a gota d'agua.
To arrasada, sem perspectiva - porque eu corri atrás, movi montanhas e não rolou nada - e pior: não sei o que fazer daqui para a frente...me tempo está passando, e agora?
28/01/2013
Quem sou
Ele me pressionou. Mais do que ninguém, ele deveria saber que pressão até me faz andar mas o meu pagamento por isso é caro. Esse combustível queima rápido demais dentro do peito. Depois que acaba, vem o frio e congela o que sobrou. Gelada, insensível, muda ou uma estátua.
Eu não tenho apoio, tenho silêncio. Um silêncio que consigo ouvir gritar quando me fecho para ouvir meus pensamentos. Eu não sei o que sou, quem sou, sei simplesmente que não pertenço a esse lugar. Não pertenço a quem me criou, nem a minha profissão e nem a esse corpo que é meu. Não me encaixo. Também não sei onde me encaixaria, mas aqui não.
Já quis fugir de mim.
Já procurei me encontrar: em corpos, lugares, igrejas, crenças e profissões.
Não consigo me achar.
Não sei de mais nada. E tudo o que acho que gosto foi me imposto a gostar. Eu preciso ir embora.
Eu preciso estudar, porque eu nunca mais quero para a casa voltar.
~ Todas a formas de se controlar alguém, só trazem um amor vazio... ~
Eu não tenho apoio, tenho silêncio. Um silêncio que consigo ouvir gritar quando me fecho para ouvir meus pensamentos. Eu não sei o que sou, quem sou, sei simplesmente que não pertenço a esse lugar. Não pertenço a quem me criou, nem a minha profissão e nem a esse corpo que é meu. Não me encaixo. Também não sei onde me encaixaria, mas aqui não.
Já quis fugir de mim.
Já procurei me encontrar: em corpos, lugares, igrejas, crenças e profissões.
Não consigo me achar.
Não sei de mais nada. E tudo o que acho que gosto foi me imposto a gostar. Eu preciso ir embora.
Eu preciso estudar, porque eu nunca mais quero para a casa voltar.
~ Todas a formas de se controlar alguém, só trazem um amor vazio... ~
14/01/2013
Machucados e outras coisas
Que Renato Russo era o cara isso eu já sabia. Mas nunca em tantos aspectos me fez tanto sentido a o verso:
"Tem gente que machuca os outros, tem gente que não sabe amar. Mas eu sei que um dia a gente aprende: se você quiser alguém em quem confiar, confie em SI mesmo!"
"Tem gente que machuca os outros, tem gente que não sabe amar. Mas eu sei que um dia a gente aprende: se você quiser alguém em quem confiar, confie em SI mesmo!"
02/01/2013
Começando...
Vai sim. Vai com certeza. Leva também. Explodam-se. Vai sim. Vai para a puta que te pariu.
23/12/2012
Então é natal
Eu tenho medo do Natal. Pavor. Sempre espero alguma coisa bastante ruim acontecer - porque de fato, todo ano acontece. Se bem que ano passado não me lembro de nada ruim ter acontecido...mas enfim, fatos registrados em anos anteriores são o suficiente para eu temer essa data.
"Estou com medo. Tive pesadelo."
"Estou com medo. Tive pesadelo."
22/12/2012
Felicidade alheia.
Pega a tua felicidade, teu amor, tua porra toda e vai para o quinto dos infernos com eles.
20/12/2012
A dor de ser quem sou
Meu problema é culpar os outros pelas minhas insatisfações: a criação que meus pais me deram, algum (pseudo)problema aleatório com meu namorado, alguma coisa que deu errado no meu trabalho, o trânsito da cidade, o abandono que se encontra a cidade, os políticos que convivo, a educação das pessoas...sempre os outros. Os outros me detonam. Os outros são os culpados do meu humor ruim e do meu temperamento variável. É graças aos outros que sou mais uma na estatística dos "tarjas pretas e depressivos". Os outros. Os outros. Sempre eles. Amém.
Ontem escrevi uma lamentação no facebook sem indiretas para ninguém - o que é uma merda, pois acaba pegando a última pessoa que deveria pegar, justamente aquela que você jamais acabaria cutucando - mas enfim, voltando a lamentação, enquanto eu escrevia me vinha a cabeça que estava expondo a minha vida algo delicado: o fim de um ciclo (no caso o fim da faculdade + carteira do conselho relativo), mas também uma vitória que estava encobrida com uma lamentação que perdura sabe-se-lá-por-que-Deus desde agosto.
Já coloquei a culpa em tudo, mas sempre nos outros. E sempre o sofrimento presente me sufocando. Me acordando madrugada a dentro, fazendo chorar no meio da rua e por fim me levando ao médico. Os outros. Ora os pais. Ora o dinheiro. Ora o trabalho. Ora a falta do trabalho que queria. Ora ter sido rejeitada.
Enquanto escrevia a lamentação eu percebi que a solução do problema era simples e eu até sabia sua raíz. Eu era o problema.
Não da forma que eu via: eu nasci e causo problemas para os meus pais. Mas eu crio problemas e culpo os outros. Sei lá qual é o problema e jogo a culpa em quem vejo pela frente. É como ficar achando soluções infinitas para problemas irreais. Essa é a raíz do meu sofrimento. Eu crio situações. Me embolo nelas. Jogo a culpa nos outros e ainda quero que os outros me escutem.
Genia.
Causei sofrimento em mim e em todos que amo. Não me resolvi e machuquei quem amava. Genial. Essa sou eu.
Ontem escrevi uma lamentação no facebook sem indiretas para ninguém - o que é uma merda, pois acaba pegando a última pessoa que deveria pegar, justamente aquela que você jamais acabaria cutucando - mas enfim, voltando a lamentação, enquanto eu escrevia me vinha a cabeça que estava expondo a minha vida algo delicado: o fim de um ciclo (no caso o fim da faculdade + carteira do conselho relativo), mas também uma vitória que estava encobrida com uma lamentação que perdura sabe-se-lá-por-que-Deus desde agosto.
Já coloquei a culpa em tudo, mas sempre nos outros. E sempre o sofrimento presente me sufocando. Me acordando madrugada a dentro, fazendo chorar no meio da rua e por fim me levando ao médico. Os outros. Ora os pais. Ora o dinheiro. Ora o trabalho. Ora a falta do trabalho que queria. Ora ter sido rejeitada.
Enquanto escrevia a lamentação eu percebi que a solução do problema era simples e eu até sabia sua raíz. Eu era o problema.
Não da forma que eu via: eu nasci e causo problemas para os meus pais. Mas eu crio problemas e culpo os outros. Sei lá qual é o problema e jogo a culpa em quem vejo pela frente. É como ficar achando soluções infinitas para problemas irreais. Essa é a raíz do meu sofrimento. Eu crio situações. Me embolo nelas. Jogo a culpa nos outros e ainda quero que os outros me escutem.
Genia.
Causei sofrimento em mim e em todos que amo. Não me resolvi e machuquei quem amava. Genial. Essa sou eu.
12/12/2012
Raiva
Quer saber? Vai para a puta que pariu.
Aproveita e leva a sua vidinha miseravel de merda para lá também.
Aproveita e leva a sua vidinha miseravel de merda para lá também.
08/12/2012
Antimemória.
Três tipos diferentes de antidepressivos. Nenhuma melhora em duas semanas.
- Doutor, eu estou tomando os remédios.
- Acabaram, precisa de mais receita?
- Preciso sim! Do que adianta tomar remédio se o que está me destruíndo está aqui, dentro de mim? Lembranças boas, lembranças ruins, todas elas de vez e a tona. Quero uma receita para algo que apague permanentemente a minha memória.
- Doutor, eu estou tomando os remédios.
- Acabaram, precisa de mais receita?
- Preciso sim! Do que adianta tomar remédio se o que está me destruíndo está aqui, dentro de mim? Lembranças boas, lembranças ruins, todas elas de vez e a tona. Quero uma receita para algo que apague permanentemente a minha memória.
27/11/2012
Quando o não aparece
Nesses últimos meses tive me acostumar com o “não”. Não como
opção, mas como o único caminho, e apesar de estar sempre preparada para o não
(sou pessimista por natureza) ele dói. Estou na crise do pós-formada. Fiz uma
excelente faculdade de um curso que não gostava, mas aprendi a suportar e não
foi porque não gostava que não fiz bem feito. Fiz muito bem-feito com um CR de
poucos. Até então, eu com meus 23 anos, achava que tudo me poderia ser
possível: sou jovem, tenho um diploma debaixo do braço e experiência de
mercado. Cheguei a ser profissional plena aos 20 anos! Sou foda.
Não sou e tem gente que é muito melhor. Primeiro axioma. Por
melhor que eu seja, sempre haverá alguém muito melhor.
Segundo axioma: nem tudo depende de mim. Sou muito prática –
se tiver que resolver jogo nos peitos e vou a luta. Comecei a trabalhar cedo,
tive que ouvir que meus sonhos deveriam ser readaptados a realidade que vivo e
fui atrás. Quando você vai atrás de algo com garra e vontade, sendo que só
depende de você, a coisa rola. Foi assim que encarei duas federais e levei até
o final. Fácil só dependia de mim – e das greves. Mas no mercado de trabalho a
coisa não é assim, depende de outras variáveis que não estão no meu controle. Variáveis
que por mais que eu tenha estudado 5 anos de administração e em tese pelo menos
deveria imaginar quais são, eu não faço a menor idéia. Subjetivas, intrínsecas
e que muitas vezes te torturam imaginando onde foi que eu errei. Mas será que
eu errei?
Me inscrevi em trocentos processos de trainee. Assim, digo
trocentos porque nem sei mais quais empresas me candidatei, hoje mesmo recebi
pelo menos 3 negativos. Amanha provavelmente eu receba outro. Um me chamou para
entrevistas e cheguei até a final, porém não passei. Acho que é mais fácil
passar em concurso público do que ser chamada em processo de trainee.
Isso não ajuda a melhorar o estado que estou, completamente
frustrada. Parece simplesmente que as horas estão passando e eu estou
estacionada; as frustrações não se limitam a vida profissional também a vida
pessoal .
Na sexta passada tive uma crise de ansiedade. Cruel. Fiquei com
o lado direito do meu corpo paralisado e o coração parecia ser a única coisa
que funcionava – e funcionava com força. A cabeça era uma completa oficina do
diabo, todos os medos mais primitivos me batiam a porta. Quanto mais batia a
porta menos meu braço respondia.
Acho que surtei. Acho não, tenho certeza que surtei. Estou escrevendo
isso aqui como um desabafo quase que desesperado de alguém que precisa muito
ter pelo menos um foco para digitar. Na minha mesa tem um copo de café frio sem
açúcar, duas caixas de ansiolíticos (sendo um para caso eu sinta que
paralisarei em breve) e um telefone conectado 30 horas na internet me mostrando
tudo aquilo que eu não quero ver – mas meu lado masoquista implora para ver.
Mais um não. Mais um você não serve. Mais um você não
preenche.
Quantos nãos serão necessários para que eu possa recobrar
meu estado normal?
25/11/2012
18/11/2012
12/11/2012
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